Com a entrada em vigor das primeiras mudanças da reforma tributária, economistas já calculam que a simplificação do sistema vai gerar uma economia de R$ 500 bilhões por ano para empresas e contribuintes — dinheiro que antes era gasto apenas para cumprir obrigações acessórias e entender um dos sistemas fiscais mais complexos do mundo.
O fim do pesadelo burocrático
O sistema tributário brasileiro tinha 27 tipos diferentes de ICMS (um para cada estado), dezenas de alíquotas de PIS e COFINS dependendo do produto, e cerca de 400 mil normas tributárias diferentes — mais do que qualquer país do mundo. Empresas gastavam em média 1.500 horas por ano para cumprir obrigações fiscais, o maior índice global.
Com a reforma, tributos como PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS serão substituídos por dois tributos simplificados — o IBS e a CBS — com alíquota única e regras uniformes em todo o país.
O impacto para quem empreende
“Antes eu precisava de uma equipe de quatro contadores só para emitir nota fiscal e pagar os tributos corretamente. Agora são dois”, relatou um empresário de médio porte de Belo Horizonte. Pequenas empresas que antes precisavam de consultoria tributária cara já relatam redução significativa dos custos de conformidade.
O que ainda está por vir
A reforma está sendo implementada em fases até 2033. As maiores mudanças — como a unificação das alíquotas e o fim dos regimes especiais — ainda virão. Mas os primeiros resultados já animam empresários e economistas, que projetam crescimento adicional de 0,5% ao PIB com a plena implementação.


