O feijão, presença garantida no prato do brasileiro, ganhou mais um motivo para ser celebrado. Uma pesquisa coordenada pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com institutos americanos descobriu que o consumo regular da leguminosa está associado à redução de até 30% no risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer, especialmente os de cólon e reto.
O que tem no feijão que protege?
Os pesquisadores identificaram que o feijão é rico em fibras, fitoquímicos e amido resistente — compostos que alimentam as bactérias benéficas do intestino e criam um ambiente desfavorável ao desenvolvimento de células cancerígenas. Além disso, a leguminosa tem alto teor de folato, vitamina B9 essencial para a reprodução saudável das células.
Quanto consumir por semana?
Os nutricionistas recomendam o consumo de feijão pelo menos quatro vezes por semana para obter os benefícios documentados pela pesquisa. A versão cozida em casa, sem excesso de sal e gordura, é a mais benéfica. O feijão preto, o carioca e o fradinho apresentaram resultados semelhantes nos estudos.
O Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de feijão do mundo, e os pesquisadores destacam que o tradicional prato de arroz com feijão é, na verdade, uma das combinações mais saudáveis que existem — e agora tem ainda mais ciência por trás.


