O governo federal assinou nesta semana o contrato que dá início às obras do aguardado trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro. Com previsão de inauguração em 2030, o projeto de R$ 60 bilhões vai ligar as duas maiores cidades do país em apenas 1h20 — percurso que hoje leva entre 5 e 6 horas de carro.
Um projeto histórico
O Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro é um dos maiores projetos de infraestrutura da história do país. O consórcio vencedor da licitação é formado por empresas brasileiras, chinesas e espanholas, com compromisso de utilizar pelo menos 60% de fornecedores nacionais.
Serão 511 quilômetros de extensão, passando por Campinas, com capacidade para transportar 35 mil passageiros por dia em composições que atingirão 350 km/h.
O impacto econômico esperado
Economistas calculam que a obra vai gerar 150 mil empregos diretos durante a construção e mais 40 mil empregos permanentes na operação. O corredor São Paulo–Rio concentra 30% do PIB brasileiro, e um transporte mais rápido e eficiente deve movimentar ainda mais a economia da região.
Estudos do BNDES apontam que o trem pode reduzir o trânsito nas rodovias Dutra e Bandeirantes em até 25%, diminuindo também as emissões de carbono do corredor mais movimentado do país.
Quando e como vai funcionar
As estações serão nos centros das cidades, eliminando a necessidade de ir ao aeroporto. A passagem deve custar entre R$ 150 e R$ 300, competindo diretamente com as passagens aéreas e sendo mais barata que o pedágio de ida e volta de carro. O trem vai operar 20 horas por dia, com saídas a cada 15 minutos nos horários de pico.


