Tia Ciata ganha série na Netflix e traz a história da mãe do samba para o mundo

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A Netflix anunciou uma série de oito episódios sobre a vida de Hilária Batista de Alamada, a Tia Ciata — a mulher negra, baiana, mãe de santo e confeiteira que transformou sua casa no Rio de Janeiro do início do século XX no berço do samba. A produção tem orçamento de US$ 30 milhões e elenco inteiramente negro.

A mulher que o Brasil esqueceu — mas que criou o que o Brasil ama

Tia Ciata chegou ao Rio de Janeiro em 1876, vinda da Bahia. Em sua casa na Cidade Nova, reunia sambistas, músicos, capoeiristas e intelectuais em um ambiente de liberdade cultural raro em uma época de perseguição aos afro-brasileiros. Foi em sua sala que o primeiro samba gravado do Brasil — “Pelo Telefone” — nasceu.

Apesar de sua importância histórica, Tia Ciata foi silenciada pela história oficial. Sua contribuição só foi reconhecida décadas depois, graças ao trabalho de pesquisadores e músicos que resgataram sua memória.

A produção da série

A diretora da série, Gloria Bomfim, é neta de sambistas do morro e passou dois anos pesquisando nos arquivos do Rio de Janeiro e da Bahia antes de escrever o roteiro. “Eu quero que a Tia Ciata assuma o lugar que merece na história — não como coadjuvante, mas como protagonista.”

O impacto esperado

Historiadores celebram a produção como uma oportunidade de revisão histórica urgente. “O samba é a expressão cultural mais famosa do Brasil no mundo. Hora de o mundo saber quem o criou.”