O Senado Federal aprovou por maioria o projeto de lei que torna obrigatória a participação dos funcionários nas eleições de representantes nos conselhos de administração de empresas com mais de 500 empregados. O modelo, inspirado no sistema alemão de co-gestão, é uma das maiores reformas trabalhistas das últimas décadas.
Com a nova lei, os trabalhadores terão direito a eleger representantes que participarão das decisões estratégicas das empresas, incluindo política salarial, demissões em massa e investimentos. As empresas terão 18 meses para adaptar seus estatutos.
Confederações patronais resistiram à aprovação, mas lideranças sindicais comemoraram a mudança como um avanço histórico na democratização das relações de trabalho no Brasil. Estudos europeus mostram que empresas com representação de trabalhadores nos conselhos têm maior produtividade e menor rotatividade.


