Uma pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo em parceria com instituições americanas revelou que pessoas que dormem menos de seis horas por noite apresentam envelhecimento cerebral acelerado equivalente a três anos a mais em comparação com quem dorme oito horas. O estudo acompanhou mais de 10 mil brasileiros por uma década.
Os pesquisadores identificaram que a privação crônica de sono está associada ao acúmulo de proteínas relacionadas ao Alzheimer, à redução de volume em regiões cerebrais ligadas à memória e ao aumento do risco de demência em até 40%.
Os especialistas reforçam que o sono não é um luxo, mas uma necessidade biológica fundamental. Mudanças simples de rotina, como estabelecer horários regulares para dormir e evitar telas antes de deitar, podem fazer enorme diferença na saúde cerebral a longo prazo.


